Deus e Grande!
A Bíblia menciona diversas vezes que Deus apareceu em meio a nuvens. Não eram nuvens de chuva, nuvens normais como as que vemos no céu; eram nuvens relacionadas à glória divina. Acompanhe este artigo e seja encorajado em sua caminhada cristã.
Era noite. Chegamos ao destino de nossa viagem, uma igreja no Nordeste onde eu iria fazer uma palestra sobre a Volta de Cristo, os sinais dos tempos e nosso comportamento como cristãos. O pastor me apresentou e fez uma pequena introdução falando: “Hoje à noite Jesus pode voltar porque tem nuvens no céu!” Por pouco não caí na gargalhada, mas fiquei sério, já que em mais de 40 anos de trabalho missionário no Brasil me acostumei com muita coisa. Mas a menção às nuvens foi meio chocante, e esse não foi um caso isolado, mostrando todo o despreparo dos líderes cristãos quando o assunto é profecia bíblica.
No Brasil, diferente da Europa onde me criei, muitos meses são de céu azul e a falta de chuva transforma grandes territórios em quase desertos. Por isso o pastor associou chuva com bênção e falou nas nuvens, tão esperadas pelo povo sofrido. Ele estava se reportando à passagem clássica sobre o Arrebatamento dos crentes: “Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1Ts 4.17). Aí questionamos, com razão: será que o Arrebatamento se dará como a decolagem de um avião, que sobe lentamente até desaparecer entre as nuvens? Vale muito a pena parar e pensar um pouco mais sobre “nuvens” no contexto bíblico, permitindo-nos ver aspectos fascinantes da grandeza do nosso Deus.
A coluna de nuvens e de fogo no deserto
Êxodo 13.21 diz acerca do povo de Israel que Deus conduzira para fora do Egito: “Durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite”. Essa coluna de nuvem e de fogo sinalizava a presença do próprio Deus, como podemos ler em Êxodo 14.24: “No fim da madrugada, do alto da coluna de fogo e de nuvem, o Senhor viu o exército dos egípcios e o pôs em confusão”. A Bíblia Viva traduz esse texto da forma que o encontrei em diversas traduções alemãs: “De madrugada, o Senhor olhou da nuvem para as tropas egípcias...”. Não é interessante? Deus olhou para fora da nuvem. Ele estava na nuvem, de onde olhou para os inimigos de Israel.
Dali, da nuvem, Deus protegeu os israelitas e castigou os egípcios: “A coluna de nuvem também saiu da frente deles e se pôs atrás, entre os egípcios e os israelitas. A nuvem trouxe trevas para um e luz para o outro, de modo que os egípcios não puderam aproximar-se dos israelitas durante toda a noite” (Êx 14.19b-20). O próprio Deus olhava da nuvem para os egípcios, interferindo sobrenaturalmente para barrar o ataque iminente do inimigo, deixando claro que Ele lutava por Israel (v. 25). Para os leitores mais críticos, o texto bíblico sublinha: “Naquele dia o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e os israelitas viram os egípcios mortos na praia” (v. 30). Todos podiam ver e se admirar com o que Deus fizera, percebendo a forma maravilhosa com que Ele libertou Israel dos egípcios.
Essa nuvem divina significava que Deus estava manifestando visivelmente a Sua presença em um lugar específico. “Assim que Moisés entrava, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada da tenda, enquanto o Senhor falava com Moisés” (Êx 33.9). Deus estava legitimando Seu servo Moisés com Sua presença impressionante, visível a todos no arraial, com a descida da coluna de nuvem. Ela simbolizava o encontro entre Deus e Moisés quando falava com ele no santuário, como um amigo, face a face (Êx 33.11; Dt 34.10). Em inglês é comum encontrarmos o termo nuvem teofânica quando a Bíblia relata a manifestação divina em uma nuvem especial, sobrenatural e celestial.
A presença filtrada de Deus
No início da jornada pelo deserto, Moisés queria ver a glória de Deus. “Então disse Moisés: “Peço-te que me mostres a tua glória”. E [Deus] acrescentou: ‘Você não poderá ver a minha face, porque ninguém poderá ver-me e continuar vivo’. Quando a minha glória passar, eu o colocarei numa fenda da rocha e o cobrirei com a minha mão até que eu tenha acabado de passar. Então tirarei a minha mão e você verá as minhas costas; mas a minha face ninguém poderá ver” (Êx 33.18,20,22-23).
Essa presença velada e escondida de Deus, uma presença como que filtrada, pode ser melhor entendida com a análise de outros versículos sobre o assunto: “Então o Senhor falou a vocês do meio do fogo. Vocês ouviram as palavras, mas não viram forma alguma; apenas se ouvia a voz” (Dt 4.12). Deus parece se esconder dos homens.
Jesus explicou essa realidade: “ Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido” (Jo 1.18). E mais: “Ninguém viu o Pai, a não ser aquele que vem de Deus; somente ele viu o Pai” (Jo 6.46). O apóstolo João diz a mesma coisa: “Ninguém jamais viu a Deus...” (1Jo 4.12). Paulo fala da necessidade de uma transformação completa para chegar perto de Deus: “Irmãos, eu declaro a vocês que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus nem o que é perecível pode herdar o imperecível” (1Co 15.50).
Quem é Deus?
“Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). A Bíblia nos mostra que o Deus vivo não é material, que a substância divina é espírito e que, além disso, Ele é supratemporal. E foi esse Deus que criou o universo material e o “tempo” físico. Nossa própria percepção de tempo e espaço, portanto, também é algo criado, assim como foram criadas a matéria e a energia. O próprio Deus é muito maior que o cosmo que Ele criou. E Deus é eterno!
O que a Bíblia chama de “eterno” é uma situação intemporal. E em circunstâncias intemporais, ou seja, em um constante e permanente presente, não existe um antes nem um depois. Com isso, torna-se supérflua a pergunta: “Quem criou a Deus?”, ou “de onde veio a informação que Deus usou na Criação?”. Pois o Deus-Espírito, que é atemporal e está acima do espaço, que é onisciente e infinitamente inteligente, esse já existe desde sempre. Isso também significa que tudo, tudo mesmo, sem exceção, é do conhecimento Dele. Não existe o mais ínfimo detalhe que Ele não conheça. Por exemplo, Ele sabe tudo sobre cada uma das moléculas de nosso corpo, do Sol, da nebulosa de Andrômeda... Ele conhece e sabe da situação de cada molécula do universo todo. Exatamente esse é o significado de “onisciente” ou “infinitamente inteligente”. E é com um Deus assim que lidamos, como explicou o cientista e evangelista alemão Werner Gitt. Deus, no final, é Aquele em quem está incorporado todo o universo material. Essas coisas, porém, não podem ser analisadas cientificamente, uma vez que não são materiais. Elas só podem ser compreendidas pela fé.
O salmista exclama maravilhado: “Ele determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome. Grande é o nosso Soberano e tremendo é o seu poder; é impossível medir o seu entendimento” (Sl 147.4-5). “Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer!” (Is 40.26).
Por que razão esse ser inimaginavelmente grandioso e poderoso, majestosamente elevado acima das infindáveis profundezas do universo, se interessaria justamente por nós, por você e por mim? O Salmo 8 se ocupa com essa questão: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?” (v. 3-4).
A Bíblia nos mostra claramente que Deus não nos achou mais ou menos por acaso no universo, mas que o cosmo todo, com todos os seus 10 na 80ª potência de átomos foi criado para nós, homens. Além disso, fomos criados na imagem de Deus. Isso significa que temos muitas características que o próprio Deus tem, por exemplo a linguagem, a criatividade e o pensamento matemático. Criamos coisas completamente inéditas. Isso nenhum animal faz! Só que o homem caiu profundamente ao pecar pela primeira vez e decaiu de seu estado inicial perfeito. A Bíblia relata essa queda e suas consequências. Mesmo assim, homens e mulheres continuam sendo produtivos e criadores de muitas coisas novas, úteis e maravilhosas. Pena que se afastaram de Deus, de livre e espontânea vontade. Por isso, Deus amaldiçoou o cosmo inteiro, que Ele havia classificado de “muito bom”. Por causa dessa maldição é que vemos tanto mal no mundo. E por isso é que os homens se tornaram semelhantes a animais e hoje suas características divinas são apenas um resto do que já possuíram e resquícios do que já foram capazes. Nesse dilema todo, porém, o que traz esperança e alento é saber que um dia essa maldição será suspensa e tudo voltará a ser como foi planejado desde o início.
A Bíblia menciona diversas vezes que Deus apareceu em meio a nuvens. Não eram nuvens de chuva, nuvens normais como as que vemos no céu; eram nuvens relacionadas à glória divina. Acompanhe este artigo e seja encorajado em sua caminhada cristã.
Era noite. Chegamos ao destino de nossa viagem, uma igreja no Nordeste onde eu iria fazer uma palestra sobre a Volta de Cristo, os sinais dos tempos e nosso comportamento como cristãos. O pastor me apresentou e fez uma pequena introdução falando: “Hoje à noite Jesus pode voltar porque tem nuvens no céu!” Por pouco não caí na gargalhada, mas fiquei sério, já que em mais de 40 anos de trabalho missionário no Brasil me acostumei com muita coisa. Mas a menção às nuvens foi meio chocante, e esse não foi um caso isolado, mostrando todo o despreparo dos líderes cristãos quando o assunto é profecia bíblica.
No Brasil, diferente da Europa onde me criei, muitos meses são de céu azul e a falta de chuva transforma grandes territórios em quase desertos. Por isso o pastor associou chuva com bênção e falou nas nuvens, tão esperadas pelo povo sofrido. Ele estava se reportando à passagem clássica sobre o Arrebatamento dos crentes: “Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1Ts 4.17). Aí questionamos, com razão: será que o Arrebatamento se dará como a decolagem de um avião, que sobe lentamente até desaparecer entre as nuvens? Vale muito a pena parar e pensar um pouco mais sobre “nuvens” no contexto bíblico, permitindo-nos ver aspectos fascinantes da grandeza do nosso Deus.
A coluna de nuvens e de fogo no deserto
Êxodo 13.21 diz acerca do povo de Israel que Deus conduzira para fora do Egito: “Durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite”. Essa coluna de nuvem e de fogo sinalizava a presença do próprio Deus, como podemos ler em Êxodo 14.24: “No fim da madrugada, do alto da coluna de fogo e de nuvem, o Senhor viu o exército dos egípcios e o pôs em confusão”. A Bíblia Viva traduz esse texto da forma que o encontrei em diversas traduções alemãs: “De madrugada, o Senhor olhou da nuvem para as tropas egípcias...”. Não é interessante? Deus olhou para fora da nuvem. Ele estava na nuvem, de onde olhou para os inimigos de Israel.
Dali, da nuvem, Deus protegeu os israelitas e castigou os egípcios: “A coluna de nuvem também saiu da frente deles e se pôs atrás, entre os egípcios e os israelitas. A nuvem trouxe trevas para um e luz para o outro, de modo que os egípcios não puderam aproximar-se dos israelitas durante toda a noite” (Êx 14.19b-20). O próprio Deus olhava da nuvem para os egípcios, interferindo sobrenaturalmente para barrar o ataque iminente do inimigo, deixando claro que Ele lutava por Israel (v. 25). Para os leitores mais críticos, o texto bíblico sublinha: “Naquele dia o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e os israelitas viram os egípcios mortos na praia” (v. 30). Todos podiam ver e se admirar com o que Deus fizera, percebendo a forma maravilhosa com que Ele libertou Israel dos egípcios.
Essa nuvem divina significava que Deus estava manifestando visivelmente a Sua presença em um lugar específico. “Assim que Moisés entrava, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada da tenda, enquanto o Senhor falava com Moisés” (Êx 33.9). Deus estava legitimando Seu servo Moisés com Sua presença impressionante, visível a todos no arraial, com a descida da coluna de nuvem. Ela simbolizava o encontro entre Deus e Moisés quando falava com ele no santuário, como um amigo, face a face (Êx 33.11; Dt 34.10). Em inglês é comum encontrarmos o termo nuvem teofânica quando a Bíblia relata a manifestação divina em uma nuvem especial, sobrenatural e celestial.
A presença filtrada de Deus
No início da jornada pelo deserto, Moisés queria ver a glória de Deus. “Então disse Moisés: “Peço-te que me mostres a tua glória”. E [Deus] acrescentou: ‘Você não poderá ver a minha face, porque ninguém poderá ver-me e continuar vivo’. Quando a minha glória passar, eu o colocarei numa fenda da rocha e o cobrirei com a minha mão até que eu tenha acabado de passar. Então tirarei a minha mão e você verá as minhas costas; mas a minha face ninguém poderá ver” (Êx 33.18,20,22-23).
Essa presença velada e escondida de Deus, uma presença como que filtrada, pode ser melhor entendida com a análise de outros versículos sobre o assunto: “Então o Senhor falou a vocês do meio do fogo. Vocês ouviram as palavras, mas não viram forma alguma; apenas se ouvia a voz” (Dt 4.12). Deus parece se esconder dos homens.
Jesus explicou essa realidade: “ Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido” (Jo 1.18). E mais: “Ninguém viu o Pai, a não ser aquele que vem de Deus; somente ele viu o Pai” (Jo 6.46). O apóstolo João diz a mesma coisa: “Ninguém jamais viu a Deus...” (1Jo 4.12). Paulo fala da necessidade de uma transformação completa para chegar perto de Deus: “Irmãos, eu declaro a vocês que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus nem o que é perecível pode herdar o imperecível” (1Co 15.50).
Quem é Deus?
“Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). A Bíblia nos mostra que o Deus vivo não é material, que a substância divina é espírito e que, além disso, Ele é supratemporal. E foi esse Deus que criou o universo material e o “tempo” físico. Nossa própria percepção de tempo e espaço, portanto, também é algo criado, assim como foram criadas a matéria e a energia. O próprio Deus é muito maior que o cosmo que Ele criou. E Deus é eterno!
O que a Bíblia chama de “eterno” é uma situação intemporal. E em circunstâncias intemporais, ou seja, em um constante e permanente presente, não existe um antes nem um depois. Com isso, torna-se supérflua a pergunta: “Quem criou a Deus?”, ou “de onde veio a informação que Deus usou na Criação?”. Pois o Deus-Espírito, que é atemporal e está acima do espaço, que é onisciente e infinitamente inteligente, esse já existe desde sempre. Isso também significa que tudo, tudo mesmo, sem exceção, é do conhecimento Dele. Não existe o mais ínfimo detalhe que Ele não conheça. Por exemplo, Ele sabe tudo sobre cada uma das moléculas de nosso corpo, do Sol, da nebulosa de Andrômeda... Ele conhece e sabe da situação de cada molécula do universo todo. Exatamente esse é o significado de “onisciente” ou “infinitamente inteligente”. E é com um Deus assim que lidamos, como explicou o cientista e evangelista alemão Werner Gitt. Deus, no final, é Aquele em quem está incorporado todo o universo material. Essas coisas, porém, não podem ser analisadas cientificamente, uma vez que não são materiais. Elas só podem ser compreendidas pela fé.
O salmista exclama maravilhado: “Ele determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome. Grande é o nosso Soberano e tremendo é o seu poder; é impossível medir o seu entendimento” (Sl 147.4-5). “Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer!” (Is 40.26).
Por que razão esse ser inimaginavelmente grandioso e poderoso, majestosamente elevado acima das infindáveis profundezas do universo, se interessaria justamente por nós, por você e por mim? O Salmo 8 se ocupa com essa questão: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?” (v. 3-4).
A Bíblia nos mostra claramente que Deus não nos achou mais ou menos por acaso no universo, mas que o cosmo todo, com todos os seus 10 na 80ª potência de átomos foi criado para nós, homens. Além disso, fomos criados na imagem de Deus. Isso significa que temos muitas características que o próprio Deus tem, por exemplo a linguagem, a criatividade e o pensamento matemático. Criamos coisas completamente inéditas. Isso nenhum animal faz! Só que o homem caiu profundamente ao pecar pela primeira vez e decaiu de seu estado inicial perfeito. A Bíblia relata essa queda e suas consequências. Mesmo assim, homens e mulheres continuam sendo produtivos e criadores de muitas coisas novas, úteis e maravilhosas. Pena que se afastaram de Deus, de livre e espontânea vontade. Por isso, Deus amaldiçoou o cosmo inteiro, que Ele havia classificado de “muito bom”. Por causa dessa maldição é que vemos tanto mal no mundo. E por isso é que os homens se tornaram semelhantes a animais e hoje suas características divinas são apenas um resto do que já possuíram e resquícios do que já foram capazes. Nesse dilema todo, porém, o que traz esperança e alento é saber que um dia essa maldição será suspensa e tudo voltará a ser como foi planejado desde o início.
Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido” (1Co 13.12).
Essas nuvens não têm nada, absolutamente nada em comum com nuvens de chuva e vapor condensado. Elas representam janelas no Céu, aberturas da dimensão divina. Enquanto o Arrebatamento acontecerá em um momento, num piscar de olhos, lemos em Apocalipse 11 do arrebatamento diferente, lento, de duas pessoas muito curiosas: as Duas Testemunhas, que serão arrebatadas ao Céu depois de três anos e meio de ministério em Jerusalém. Esses homens serão assassinados pelo governante mundial e depois de três dias e meio, ressuscitarão espetacularmente por meio da intervenção sobrenatural divina e então serão chamados ao Céu: “Então eles ouviram uma forte voz dos céus, que lhes disse: ‘Subam para cá’. E eles subiram para os céus numa nuvem, enquanto os seus inimigos olhavam” (Ap 11.12). A subida das Duas Testemunhas poderá ser observada por todos, nos mínimos detalhes, pois a mídia mundial se encarregará de transmitir ao vivo o seu arrebatamento ao Céu. Esse arrebatamento não será o da Igreja. Serão dois profetas judeus desaparecendo da vista humana. E mais uma vez temos uma nuvem servindo de portal para a entrada na dimensão de Deus.
Esse acontecimento se dará em um período muito marcante, pois será dentro dos sete anos apocalípticos. Mesmo sendo um tempo tão breve, o mundo verá o cumprimento de numerosas e antigas profecias bíblicas. A Bíblia fala muitas e muitas vezes de coisas que irão acontecer nesta que será a septuagésima semana de que falou o profeta Daniel. Esses sete anos somente poderão ter seu início depois que a Igreja de Jesus tiver sido tirada desta terra, após o final da Era da Igreja. Esses sete anos apocalípticos concluirão o plano de salvação de Deus com Israel. Pedro toca no centro desse ponto quando declara: “É necessário que ele [Jesus] permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas, como falou há muito tempo, por meio dos seus santos profetas” (At 3.21). E então todo o Israel será salvo!
Com as nuvens do Céu: o final glorioso
O final glorioso da aparição dessas nuvens de Deus é mencionado por Jesus Cristo diante do sumo sacerdote: “... eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 26.64). Jesus, nesse confronto decisivo com as autoridades espirituais, apontou para o Filho do Homem de quem já falara o profeta Daniel: “Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença” (Dn 7.13).
O sumo sacerdote entendeu imediatamente de quem Jesus estava falando: do Messias divino. Infelizmente ele rejeitou a última oportunidade de reconhecer Jesus como o Salvador enviado por Deus. Ao rasgar suas vestes sumo sacerdotais, a rejeição de Israel estava selada de forma irreversível, e por um longo tempo o véu do endurecimento caiu sobre o povo escolhido. Com certeza a liderança religiosa daquela época conhecia o Salmo 104, que falava do Senhor “envolto em luz como numa veste, ele estende os céus como uma tenda, e põe sobre as águas dos céus as vigas dos seus aposentos. Faz das nuvens a sua carruagem e cavalga nas asas do vento” (v. 2-3). Mas o sumo sacerdote não queria, de forma alguma, relacionar tudo isso com a pessoa de Jesus Cristo, bem ali à sua frente. Essas nuvens em que Jesus virá em poder e glória para governar o mundo todo significam que o Céu se abrirá e a terra será reconectada: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória” (Mt 24.30).
Todos os homens do mundo todo verão Jesus Cristo, o Messias de Israel: “Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! Amém” (Ap 1.7).
Ainda vivemos pela fé e não pelo que vemos: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido” (1Co 13.12). E mais: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é” (1Jo 3.2). Um dia estaremos frente a frente com nosso amado Senhor Jesus! Por isso, nesta vida tão passageira e tão fugaz, continuemos a seguir em frente mesmo em meio a todas as limitações, problemas e temores que nos assolam, sabendo que no final “não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão. Eles verão a sua face, e o seu nome estará na testa deles” (Ap 22.3-4). O alvo divino e a coroação final então será: “Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos” (1Co 15.28)
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